Ato 1) Fui à 'minha' agência bancária no Canela sacar uma grana; Ato 2) Fiquei na fila, peguei o dinheiro, saí do banco e atravessei a rua; Ato 3) Entrei numa Lotérica, retirei as contas atrasadas da mochila e as paguei com o dinheiro sacado; Ato 4) Recebi os recibos e parte do troco, mas ficou faltando a devolução de R$ 1,00, exatamente; Ato 5) O atendente me ofereceu um bilhete preterido da Dupla Sena colado no vidro do guichê como troco; Ato 6) Aceitei, sem titubeio, e saí da Agência olhando o bilhete com uma desconfiança positiva; Ato 7) No dia seguinte, surpresa. Ao conferir o resultado pela internet, constatei que o bilhete era (mesmo) premiado; Ato 8) Instantes depois, frustração. Percebi que a zorra da bolada estava aquém do que eu considerava razoável. A quadra rendeu míseros 82 reais; Ato 9) Mais frustration tion. Percebi que se a miséria do bilhete trouxesse o nº 49, ao invés do 48, eu teria ganhado R$ 6 mil, suficientes para fazer o meu sonhado intercâmbio na Europa ou dar uma entrada num carro para encher de piriguetes e levar para dançar na Codeba; Ato 10) Mas, tal qual o pagode na Codeba, que já não existe faz tempo, minha sorte no jogo também manteve-se hibernando.
Ao final dos atos, consultei os meus apóstolos para por em discussão a seguinte questão: Tudo isso se configura em sorte (por ter ganhado R$ 82 num investimento de R$ 1) ou em azar (por ter deixado de ganhar R$ 6 mil por um número sacana)? A melhor resposta foi do mestre Waldir Santos, que apontou sorte no caso. “Azar seria perder milhões”, consolou-me.
Ok, apesar dos esconjuros ao bilhete, recobrei a razão. Mas tudo porque, no final das contas, o tal prêmio revelou seu real papel em minha vida (financeira): custear o conserto do meu laptop, que apresentou defeito (pela primeira vez) justamente na semana da tentativa frustrada de ganhar uma bolada...
Um doce para quem acertar o valor do conserto... Quem chutou R$ 82, pode me cobrar a Lilith, pois acertou! Calei a minha boca e o ditado que diz algo como “certo por linhas tortas” prevaleceu. THE END.
A leitura a seguir é facultativa, já que a história, com final mezzo feliz, acabou aí. / Making of: Ato 11) Voltei à Lotérica do Canela para resgatar meus R$ 82 – referentes ao abençoado Concurso 848 da Dupla Sena, com aposta feita no iluminado minuto 32 das 10 da manhã daquele dia nublado –, quando, para minha surpresa, fui informado da inexistência de prêmio para o bilhete premiado. Indignado, indaguei: “Confira aí, minha filha. Veja se não deu quatro dos seis números possíveis. Eu ganhei R$ 82, certo?” E a minha filha, após um “oxe” admirado, levou o bilhete ao gerente, que explicou o motivo do equívoco. Instantes depois, quando finalmente entendi a dinâmica do jogo, que tem duas rodadas de sorteio (daí ‘Dupla’ Sena), e percebi que acertei quatro números justamente na rodada que só premiaria a sena completa, retirei-me conformado. “Azar seria perder milhares”, consolei-me.
2 milhões de opiniões:
Vou te passar os números do próximo sorteio:
04-07-08-21-22-27
Hahaha! Beleza. Vou jogar sim, xará. Se ganhar, a cachaça da comemoração eh por minha conta. rsrsrs. Abraço.
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