22 Setembro 2010

Poema de Sete Facadas

Fazendo jus ao título concedido pela gloriosa Gabriela Saraceni, minha irmã caçula, que coroou este primogênito como “Rei da Abestalhadice” – por sinal, rótulo que ostento com propriedade e orgulho – resolvi dar vazão ao assentimento dos demais pares (outros parentes, colegas e amigos) com relação a esta honrosa condecoração e compus uma paródia do “Poema de Sete Faces”, de Carlos Drummond de Andrade. Advirto: pura palhaçada de gosto duvidoso. Entretanto, para ensaiar qualquer divertimento ou fruição da anti-obra, favor ler a bula, ou melhor, os originais: para ouvir o poema, clique aqui. Para ler, clique aqui. Segue a heresia premeditada...



Poema de Sete Facadas
(Carlos Goulart de Andrade)

Quando nasci, um anjo gordo
Desses que vivem na sombra e água fresca disse:
Vai Carlos, ser ghost na vida

As cabras espiam os bodes que correm atrás de ovelhas
A tarde talvez fosse azul, se não tivesse tudo nublado

O pavão passa cheio de penas
Penas brancas, pretas, cor de burro quando foge
Pra que tanta pena, meu Deus, pergunto na afobação
Porém me acalmo e não pergunto nada

O homem dançando pagode é cego, surdo e mudo
Tem poucos, raros amigos, o homem que não ouve mas dança pagode

My God, por que me abandonastes?
Se sabias que eu não era ateu, se eu era seu puxa-saco!

Mundo Mundo, vais tu, Mundo
Que se esperar por Raimundo não vai ter nem rima, que dirá solução
Mundo Mundo, Edmundo já jogou pela Seleção

Eu não devia te dizer, mas este barco, mas este caiaque
Botam a gente mareado como El Diablo Etcheverry

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