03 janeiro 2014

F5 no blog

30 de abril de 2012. Foi a última vez que postei algo aqui no blog. Falava da expectativa para o novo emprego, o retorno à Metrópole, período que este mês faz um ano que se findou. Foi uma fase boa da zorra, produtiva, prazerosa, bacana, que "agregou valor" e me fez crescer bastante... (não foi o caso da conta bancária, infelizmente).

Quase 2 anos (1 ano e 9 meses) depois, olha eu aqui de novo... Estou de volta a outra antiga casa, mas não vou falar mais sobre expectativas, até porque tô velho e o intervalo do expediente é curto. Há muito o que fazer ainda... Vou largar essa letra aqui só pra dizer que vou passar a usar o blog com mais frequência. Postar umas besteiras curtas, feito um Tumblr ou Twitter estendido, comentando qualquer coisa, registrando alguma besteira... Como ninguém mais segue blog, fico mais à vontade, só para registros diversos mesmo. Sinto falta disso.

Beijo, abraço, aperto de mão. João.

30 abril 2012

F5 na vida

O blog está abandonado (quase oito meses sem postagem), e por isso resolvi colocar qualquer coisinha aqui, até pra atualizar um pouco as informações sobre eu e minha vida. A imagem acima (quando disse "qualquer coisinha", estava falando sério) é um auto-retrato à la Sônia Abrão direto do quarto de minha nova casa, no Rio Vermelho. Pra quem não sabe, ou não lembra, morei nos últimos quatro anos na Federação. Criada a oportunidade de morar na minha quebrada preferida - sou fã do Red River -, não me fiz de rogado e desci a Cardeal da Silva. Após um incidente na primeira casa do novo endereço - o forro de gesso da cozinha por pouco não caiu na minha telha - fui para um recanto mais bacaninha, no mesmo logradouro. Faz um mês que tô aí, e tá massa. Só falta marcar o chá de casa nova.


Já a segunda imagem é um "retrato" da minha volta ao Grupo Metrópole, com a habitual abestalhadice. Deixei a co-edição e muitos amigos no Bahia Notícias e, após férias de quase dois meses, assumi o cargo de editor-coordenador do portal do grupo, que mudou o nome para Metro1 (sugestão minha, diga-se. Anteriormente, o novo "novo" seria Metrópole Digital, mas aceitaram o meu pitaco. Legal. O Digital era mal), e também fui posto no comando do Jornal da Metrópole - em ambos os casos, dividindo a liderança com Larissa Oliveira, faconiana gente fina. Resumindo a situação da volta do boêmio: fiquei um pouco receoso, no início, de a galera me receber com desconfiança ou algo do tipo, mas a adaptação foi instantânea, e a turma é 100%. É isso. Tá tudo indo muito bem, e meu coração também.

E bola pra frente...

20 agosto 2011

'João Gabriel Galdea, jornalista de formação'

Aviso: O texto que segue é um mea culpa de James pelo fato de não ter ido à minha formatura -- mesmo após reiteradas convocações e avisos sobre a importância de sua presença na brincadeira. Foi publicado em sua coluna Cheio de Arte, no Bahia Notícias, na época em que trabalhávamos por lá. Mas, que nada. A irmandade é de longa data e meu coração nem comportaria mágoa ou chateação por mais que uma rotação. Mas ele quis garantir os três pontos em casa ganhando de goleada.


"Meu personagem da semana é (quem elegia um “personagem da semana” e assim o apresentava era Nelson Rodrigues, de quem sou eterno imitador)... Voltando: meu personagem da semana é João Gabriel Galdea, que recebeu o diploma de jornalista no último sábado (6), cerimônia à qual eu faltei com minha cara de tacho anti-diplomata. Mas, eu dizia que ele recebeu o canudo no último sábado à noite, o que me obriga a dizer também que, por outro lado, acompanhei de perto o dia-a-dia de sua formação (e atuação) como jornalista e também como escritor e sou um seu fã, além de amigo. É por isto mesmo que não sinto vergonha de usar esta coluna para fazer mea culpa e homenagear um comparsa, dado o caráter literário (ou jornalístico literário, como se diz ‘modelo e atriz’) que vige em nossa amizade, ademais independente disso. Quando conheci João, no Cefet, gostei dele de cara porque ele era mais magro do que eu e mais tímido do que eu e ficou vermelho quando comeu acarajé com pimenta ao lado do ICEIA. Não o imaginava escrevendo nada, mas desenhando. Contudo, logo-logo o vi anotar num caderninho alguma expressão popular que ouvira, do tipo “lá ele” ou “tem um feriado na sua blusa”, não sei. Era o embrião do que viria a ser Raiai!, reunião de crônicas onde aquele moleque branquelo de cabelo lambido e camiseta de rock inglês escrutina (sem escrotizar) o cotidiano de Salvador, sobretudo dos classe-média-pobres. Eu gostava e não gostava. A visão me parecia justa, mas o texto pedia ajustes. Até que João encontrou um ritmo mais ágil, desenvolvido a partir dos diálogos, que se tornaram predominantes e acabaram por contaminar de velocidade e enxutez também a voz do narrador. Os destaques, a meu ver, são os contos “Use sua imaginação”, “Memória” e “O Sexto Sentido”. Raiai! já era uma espécie de jornalismo sem diploma.

Curioso é que João Gabriel não fala muito. Mas adora falar besteira, característica mais comum em grandes faladores como eu. Não fala muito, mas divulga muito seus trabalhos, diferente de mim. É organizado, mas também parece não ligar pra nada. Igual a mim, que sou desorganizado. É extremamente responsável, chega a ser chato. Como ficamos amigos quando ele começava os Raiai! e eu tentava retomar o ‘pós-nada’ estabeleceu-se também uma espécie de parceria. Foi João Gabriel que criou o meu email, o meu Orkut, meu blog, etc. E ainda, cara de pau, conversava por mim pelo MSN. Dediquei-lhe o meu livretinho ‘Poemas de Amor’, com capa dele. Ele cita Wendy, minha filha mais velha, no primeiro Raiai! E Wendy, em compensação, quando ouvia alguém dizer raiai numa conversa, ressaltava que aquele era o nome do livro de João Gabriel. Escrevi um pequeno texto introdutório para uma coletânea Raiai! que afinal nunca saiu. E foi João Gabriel Galdea, com esse nome adequadamente inventado, que me inventou como jornalista. Fui parar na Metrópole por suas mãos em uma história engraçada, mas que eu vou poupar detalhes por envolver, entre outras coisas, identidade secreta. O fato é que, mesmo com tudo isso, faltei à colação de grau do rapaz. O que será que Dona Maria das Graças, Seu Gabriel, Gabi, Téssio, Marvado e companhia estão pensando de mim? Mas, de qualquer forma, João sabe que eu sou maluco e aos malucos tudo se perdoa. Alessandra, que já estava com vestido separadinho para ir à formatura, com uma cara sentida enquanto me ouvia falar que fiquei sentido por não ter sido disciplinado o suficiente para irmos, deu uma definição precisa de JGG (ela que mal o conhece): -“Ele parece um meninão! É assim que eu o vejo, como se não tivesse maldade. Essas maldades que todo mundo tem. Um cara gente boa. E acho que ele gosta muito de você”. Soscrevo. João meninão. João Viadel.

Outra coisa: sua qualidade e evolução como jornalista é visível a olho nu ou vestido. E isso está intimamente ligado ao Raiai!, na minha opinião. Texto e edição. Ele sabe ver o que interessa no fato, no dado, na notícia e dar a isso um certo molho. João Gabriel consegue ser tímido, discreto e sacana. Tem faro de editor (para quem ainda não ligou nome e pessoa, é co-editor deste Bahia Notícias) e é o “rei da abestalhadice”, no título dado por sua irmã Gabriela. Roberto Albergaria, outro rei da abestalhadice, mais velho e mais parlapatão, sempre elogia Merendinha: apelido que inventou para JG. Enquanto eu sou Geme-Geme. Por falar em apelido, lembrei a história que João Gabriel me contou sobre o seu primeiro dia de aula. Ele não sabia que se chamava João, já que todo o mundo o tratava por Johnny. Hora da chamada. Pró: - “João Gabriel”. Nada. Pró (de novo): - “João Gabriel”. Nada. Ela então para na frente dele e: - “Menino, como é seu nome?”. Ele: - "Meu nome é Johnny!”. Ela: - "Você não sabe o seu nome?”. Ele: - “Meu nome é Johnny.”. Ela: - “Não. Seu nome é João Gabriel.”. Ele: - “Oxe, não! Meu nome é Johnny. Né não, Vanessa?”. Vanessa: - “É, o nome dele é Johnny!”. Qualquer semelhança com o drogado do filme há de ser só coincidência. Mas João Gabriel Galdea cresceria cheio de nomes e perfis falsos no Orkut, uma figura engraçada que gosta de beber para calar o que já cala sobriamente. Acompanhei (acompanho) tudo isso de perto. Por isso, mesmo tendo faltado à sua formatura, não me furtei de sua formação. E quero deixar aqui registrado que gosto muito de que exista tão próximo alguém ainda mais magro (“amarelo empapuçado que não güenta subir ladeira”) do que eu. E que pensa que sabe jogar bola. Amigo, escritor e jornalista diplomados. E que deixa clara sua compreensão de mim e meus desmodos no depoimento que me dedica no citado Orkut: “James é um gênio descompreendido”.

PS: Para não perder a viagem, falando da mesma turma, Patrícia Conceição e Elton Magalhães estão super casados, de aliança e tudo. E sem gravidez!"

19 julho 2011

Capinando a carapinha


Há alguns dias (semana passada), em um salão careiro do Iguatemi, removi o excesso de comprimento das madeixas acastanhadas. Postagem despretenciosa, para o blog dar uma movimentada. Coitado, abandonado desde setembro do ano passado.

- Corta na frente e pica atrás?
- Lá ele!

22 setembro 2010

Poema de Sete Facadas

Fazendo jus ao título concedido pela gloriosa Gabriela Saraceni, minha irmã caçula, que coroou este primogênito como “Rei da Abestalhadice” – por sinal, rótulo que ostento com propriedade e orgulho – resolvi dar vazão ao assentimento dos demais pares (outros parentes, colegas e amigos) com relação a esta honrosa condecoração e compus uma paródia do “Poema de Sete Faces”, de Carlos Drummond de Andrade. Advirto: pura palhaçada de gosto duvidoso. Entretanto, para ensaiar qualquer divertimento ou fruição da anti-obra, favor ler a bula, ou melhor, os originais: para ouvir o poema, clique aqui. Para ler, clique aqui. Segue a heresia premeditada...



Poema de Sete Facadas
(Carlos Goulart de Andrade)

Quando nasci, um anjo gordo
Desses que vivem na sombra e água fresca disse:
Vai Carlos, ser ghost na vida

As cabras espiam os bodes que correm atrás de ovelhas
A tarde talvez fosse azul, se não tivesse tudo nublado

O pavão passa cheio de penas
Penas brancas, pretas, cor de burro quando foge
Pra que tanta pena, meu Deus, pergunto na afobação
Porém me acalmo e não pergunto nada

O homem dançando pagode é cego, surdo e mudo
Tem poucos, raros amigos, o homem que não ouve mas dança pagode

My God, por que me abandonastes?
Se sabias que eu não era ateu, se eu era seu puxa-saco!

Mundo Mundo, vais tu, Mundo
Que se esperar por Raimundo não vai ter nem rima, que dirá solução
Mundo Mundo, Edmundo já jogou pela Seleção

Eu não devia te dizer, mas este barco, mas este caiaque
Botam a gente mareado como El Diablo Etcheverry

27 agosto 2010

Coisas para fazer antes dos 30

Recém ingresso na comunidade do orkut "Coisas para fazer antes dos 30" - sim, eu ainda estou no orkut e ainda participo de comunidades - resolvi responder aos tópicos da descrição para ver se já cumpri todas as etapas da brincadeira:

beber uma garrafa de tequila - não confere. mas já tomei uma de conhaque e fui parar no HGE.
transar com uma de suas melhores amigas - não confere.
encontrar com alguém da net - confere. e não foram poucas as situações.
fazer uma tatoo - não confere (ainda).
subir em um palco e dançar loucamente - não confere. talvez na minha formatura, ano que vem.
fugir de casa - confere. fui morar sozinho em 2007.
pular de bumg jump - não confere. nem conferirá.
matar aula pra ir no buteco - confere e tem conferido vez ou outra.
passear sem cueca - sei lá.
agarrar seu amor platônico - não confere. sempre mantive distância regulamentar.
fingir ser estrangeiro e falar um idioma que não existe - não confere. isso é coisa de meu amigo andré.
ficar com alguém 10 anos mais velho que vc - acho que confere. pelo menos parecia.
sair de casa na sexta a noite e voltar na segunda de manhã - confere.
dormir com a roupa que saiu depois de um porre - confere, quase sempre.
ir a praia de nudismo - não confere. isso é coisa de meu amigo álvaro.
ficar com sua professora - não confere. isso é coisa de meu amigo bruno.
roubar a namorada de alguém - confere. mas ela que veio pra cá.
ir pra escola bêbado - sim.
se apaixonar à 1ª vista - ok.
usar a melhor roupa pra ir ao mercado - não confere.
sair com a melhor amiga da sua ex - também não.
pintar o cabelo de uma cor absurda - pior que confere.
chorar vendo um desenho - não lembro.
ir parar na delegacia - não confere.
beber até ter amnésia alcoólica - confere mais de uma vez.
aprender a tocar algum instrumento - confere. caixa de fósforo.
ter um diário secreto - tenho.
beijar um passante - não confere. nem em carnaval.
ir numa formatura de short e chinelo - não sou tão sem noção.
assaltar uma loja - não confere.
pegar carona com desconhecido - confere.
ir pra balada de ônibus - oxe. demais.
dormir na rua - sim, sim.

23 agosto 2010

Debate de Ideias Erradas

Em tempos de debates madorrentos entre presidenciáveis, governadoráveis e senadoráveis na TV e até na internê, torno público um debate diferente, pautado em ideias, propostas e putarias - via gtalk - travada entre meus nobres colegas de faculdade André Uzêda e Sylvio Quadros, na qual o casal demonstra toda sanha lexical do estudante de comunicação (pós)moderno, antenado com as novas tendências das relações interpessoais, sexuais e afins. Tão idiota e engraçado que mereceu ser publicada aqui. Tudo - supostamente - autorizado, claro.

12:09 André: dando muito o furico?
12:11 Sylvio: esses tempos menos que quando tava em ssa. sinto tua falta
12:12 vem logo praqui
12:13 André: tá na terrinha? se tiver vou enterrar toda minha piquinha
12:16 Sylvio: piquinha? até esse "inha" é apelido carinhoso perto da realidade desse protótipo de falo. isso é um grelo entumado, rpz
12:17 mas fico feliz que anda assumindo a proporcao
12:18 André: vc sabe que é apenas uma licença poética para uma rima pouco apropriada...
Sylvio: propaganda enganosa pra quem faz jornalismo (mesmo que, vá lá, na facom, né), pega mal. vc e sua licença poética bem sabem
André: O potencial deste instrumento está registrado em parrecos arrombados mundo afora
12:19 Sylvio: sei. teu potencial é o bombom de puta, rpz
12:20 e que eu saiba tu anda registrando menos parreco que o Cenoura
André: A sedução ajuda a construir um imaginário ideal, meu jovem, nem tudo é só carne (por maior que seja). usei esta tática para te deflorar
12:22 Sylvio: sei. imaginário ideal é o tamanho dessa piroca de arroz que vc queria que tivesse 6 cm
12:23 André: Não desdenhe do seu Rio Pietra, onde você já sentou e chorou
Sylvio: e essa bunda de nádegas idênticas eu passei na manteiga com muito realismo mágico
André: Aqui você não toca nem em sonhos, guardo para quem mereça... e isso está longe das suas qualidades declinantes, seu crápula
12:25 Sylvio: muito bom moço já declinou nessa pica, é verdade, mas só você tem lugar cativo
12:27 André: dispenso tal honraria. vc não satisfaz nem cachorra no cio
12:28 Sylvio: se me permite a baixeza: nao sabia que tua mae andava reclamando do meu serviço, nao. aoieuhae
12:31 André: foi a sua matriarca que me confidenciou, na minha última incursão ao puteiro
12:33 Sylvio: é, logo vi que era a senhora sua mae. no confinamento penitente donde lhe aplico minhas surras de bironga mole, alcunho-lhe matriarca. dada a idade.
12:34 mas tua mae ainda dá uns bons caldos
12:35 pode dizer isso à "minha matriarca"
André: A tua nem se fala, apesar do maxiliar sem a proeminente arcada dentária de antes... por tal ausência, inclusive, acaba ideal para uma bela chupeta
12:37 Sylvio: ah, por certo se refere àquela separacao imperceptivel entre os dentes da frente, nao?
André: me refiro às duas bocas sem dentes que agora seu corpo dispõe, me maluquece...
12:39 Sylvio: igual ao velho (pancho) villa, caiu agora na onda das indigentes, né? nao confunda minha mae, parte da nobreza do nosso país, com a plebe imunda com que vocês se farrabundam
André: cedi às pressões externas, nunca fui muito firme do juízo
12:40 Sylvio: eu sei quais pressões cedeste
André: deixe de tentar ostentar uma nobreza decadente, coberta de poeira nas roupas de antiga fina estampa. vc é dos nossos
12:41 Sylvio: AOISURHAOISURHSIOHR
André: nas tuas veias corre sangue de plebe, junto com as venéreas que pecorrem teus vasos sanguíneos
12:42 Sylvio: essas venéreas vêm e vao, e contaminam até a alta estirpe (bem o diga D. Pedrinho I, meu tataraprimo)
12:43 André: aquela bichona. a viadagem é sina de família pelo visto
Sylvio: bichona? aquilo comeu mais escrava do que os descendentes de escravos que já visitaram teu antro anal
André: hahahha
12:44 Sylvio: e se bem toca no assunto, gozo da boa sorte que herdei do sangue. pai médico, urologista. treinado e capacitado pra me livrar das mesmas verrugas penianas que hoje pululam as cercanias do teu ânus
12:46 André: não quero saber da sua árvore genealógica em clima de outono, com folhas se misturando ao lixo da paisagem. Vou almoçar agora, seu pederasta ibérico. Boa tarde.

21 junho 2010

Palpitando: Copa 2010

Na minha Copa do Mundo perfeita (e na de muita gente) o Brasil pega a Argentina na final e sapeca um 4 x 1, sendo o gol de honra dos platinos marcado por Felipe Melo (contra, claro). Pura sandice, ou nem tanto...

Mas agora, palpitando sério: cá com meus botões, acredito que na chave do Brasil (caso se classifiquem em primeiro os favoritos que tão jogando alguma bolinha) somente a Holanda tem condições de impedir que a gente chegue à final. O mal de pegar a Holanda é que os caras foram eliminados em 94 e 98 por nós, e devem vir com uma sede do nosso sangue latino que sai de baixo. Preocupa ainda mais o fato de que esse time holandês é muito melhor que os anteriormente eliminados pelo Brasil. Mas, enfim, acho que a gente mantém a freguesia. (Estados Unidos acho que também vai longe).

Quanto à vizinhança, ainda duvido timidamente que a Argentina chegue à final. É bem capaz de tropeçar em algum México da vida. Mas vamos torcer pra que os hermanos cheguem à final com a nossa rapaziada e, como sempre, deem aquela velha amarelada... digo, argentinada.

Até 11 de julho, vou dar alguns updates no post para comentar os erros e acertos do bolão pessoal...

Update 22 de junho:
A primeira previsão eu já acertei: a Argentina pega o México nas oitavas. Espero acertar também que os comandados de Maradona não contem com a astúcia dos mexicanos e se engasguem na guaca, que deve vir dura, pelo que temos visto esse time jogar. Errei, entretanto, que Nigéria, ao invés de Coreia do Sul, passaria. Na verdade, até considerava a Coreia melhor, mas quis jogar um africano entre os 16. Essa esperança está toda depositada em Gana. Veremos se eles mantém a gana em chegar à fase na qual encontraram o Brasil na Copa passada.

Update 08 de julho:
A maioria das previsões foram completamente furadas, mas tiveram umas jabulanadas certeiras no meio. Exemplo 1: Disse que o Felipe Melo faria um gol contra, contra a Argentina, na final. Ok, errei o adversário (foi a Holanda) e a fase (foram as quartas), mas fomos mesmo atingidos pelo fogo amigo do nosso glorioso Felipe, que melou o feriado de ontem à tarde. Exemplo 2: Meu mau pressentimento com relação ao reencontro com a Holanda, após eliminarmos os alaranjados duas vezes seguidas; essa também aconteceu-virou-manchete. / Os bons palpites param por aí, afinal, dos meus 4 semifinalistas, somente a Espanha atendeu ao chamado. Mais que isso, foi além do que eu previa, chegando à final contra a sortuda Holanda - que só ganhou do Brasil porque inventamos de usar camisetas azuis justamente na vez do revezamento de vencedores em que eles é quem tinham a preferência astral. (Pecamos nisso, unicamente. Outros 10 jogos que tivessem entre Brasil e Holanda nas mesmas circunstâncias, só perderíamos esse.) A Copa é cruel como Gargamel. Brasil 4 a 1 na Argentina fica pra 2014. Domingo torço pela disputa de pênaltis...

Update 20 de julho:
Minhas bolas, de cristal, não foram páreo para os testículos... perdão... tentáculos do polvo Paul (ou Nostrapolvo, Polvo Profeta, como queiram). Por quatro minutos não chegamos à desejada decisão por pênaltis... Graças a Deus. A Espanha foi tão merecedora do título (no tempo normal) quanto eu ao prêmio da Mega Sena da virada. 2010/2011 é nóis.

15 maio 2010

Ganhei na Loteria...

... mas não fiquei rico, nem deixei de ser liso e leso. Surpreso sim. Frustrado, um tanto. Aborrecido, no mucho. Narrarei rapidamente os acontecimentos, para rápido entendimento do acontecido - indo por partes, como todo bom estripador:

Ato 1) Fui à 'minha' agência bancária no Canela sacar uma grana; Ato 2) Fiquei na fila, peguei o dinheiro, saí do banco e atravessei a rua; Ato 3) Entrei numa Lotérica, retirei as contas atrasadas da mochila e as paguei com o dinheiro sacado; Ato 4) Recebi os recibos e parte do troco, mas ficou faltando a devolução de R$ 1,00, exatamente; Ato 5) O atendente me ofereceu um bilhete preterido da Dupla Sena colado no vidro do guichê como troco; Ato 6) Aceitei, sem titubeio, e saí da Agência olhando o bilhete com uma desconfiança positiva; Ato 7) No dia seguinte, surpresa. Ao conferir o resultado pela internet, constatei que o bilhete era (mesmo) premiado; Ato 8) Instantes depois, frustração. Percebi que a zorra da bolada estava aquém do que eu considerava razoável. A quadra rendeu míseros 82 reais; Ato 9) Mais frustration tion. Percebi que se a miséria do bilhete trouxesse o nº 49, ao invés do 48, eu teria ganhado R$ 6 mil, suficientes para fazer o meu sonhado intercâmbio na Europa ou dar uma entrada num carro para encher de piriguetes e levar para dançar na Codeba; Ato 10) Mas, tal qual o pagode na Codeba, que já não existe faz tempo, minha sorte no jogo também manteve-se hibernando.

Ao final dos atos, consultei os meus apóstolos para por em discussão a seguinte questão: Tudo isso se configura em sorte (por ter ganhado R$ 82 num investimento de R$ 1) ou em azar (por ter deixado de ganhar R$ 6 mil por um número sacana)? A melhor resposta foi do mestre Waldir Santos, que apontou sorte no caso. “Azar seria perder milhões”, consolou-me.

Ok, apesar dos esconjuros ao bilhete, recobrei a razão. Mas tudo porque, no final das contas, o tal prêmio revelou seu real papel em minha vida (financeira): custear o conserto do meu laptop, que apresentou defeito (pela primeira vez) justamente na semana da tentativa frustrada de ganhar uma bolada...

Um doce para quem acertar o valor do conserto... Quem chutou R$ 82, pode me cobrar a Lilith, pois acertou! Calei a minha boca e o ditado que diz algo como “certo por linhas tortas” prevaleceu. THE END.

A leitura a seguir é facultativa, já que a história, com final mezzo feliz, acabou aí. / Making of: Ato 11) Voltei à Lotérica do Canela para resgatar meus R$ 82 – referentes ao abençoado Concurso 848 da Dupla Sena, com aposta feita no iluminado minuto 32 das 10 da manhã daquele dia nublado –, quando, para minha surpresa, fui informado da inexistência de prêmio para o bilhete premiado. Indignado, indaguei: “Confira aí, minha filha. Veja se não deu quatro dos seis números possíveis. Eu ganhei R$ 82, certo?” E a minha filha, após um “oxe” admirado, levou o bilhete ao gerente, que explicou o motivo do equívoco. Instantes depois, quando finalmente entendi a dinâmica do jogo, que tem duas rodadas de sorteio (daí ‘Dupla’ Sena), e percebi que acertei quatro números justamente na rodada que só premiaria a sena completa, retirei-me conformado. “Azar seria perder milhares”, consolei-me.

01 março 2010

Grade de Programação

O vídeo "Belo: Canais fechados querem vê-lo atrás das grades..." é uma palhaçada (logo, pretensamente engraçada) gravada numa madrugada de quase verão, às 3 e tanta da madruga (voz de bêbado com sono), procurando o que ver na TV. Capturei o Belo no zapping, mas não capturei o riso de ninguém até agora. :c)


É isso que chamam por aí de grade de programação?

24 fevereiro 2010

No meu radinho, de pilha pura

Essa vem do http://www.formspring.me/Galdea, mas resolvi postar aqui, pra ir dando uns 'up dates' cada vez que for lembrando dos álbuns esquecidos no momento da resposta, dada na lata. A pergunta, feita por um anônimo, foi a seguinte: Quais seus discos de música brasileira e de música gringa favoritos? Liste cinco de cada...
A resposta, já sem anonimato, segue...

"Ah, legal. Tipo, devem passar batidos alguns, que devo lembrar depois, mas na lata assim...

BRASILEIROS (não na ordem de importância):
1 - Tábua de Esmeralda (Jorge Ben)
2 - Novos Baianos Futebol Clube (Novos Baianos - gosto mais do que do Acabou Chorare, que vou tirar da lista pra não ter 2 do NB)
3 - Gal Fa-tal (Gal Costa)
4 - Transa (Caetano Veloso)
5 - Expresso 2222 (Gilberto Gil)
(P.S. Tirando Ben, só baianos! rsrs. Juro que sem um pingo de bairrismo. Mas faltou um Gonzagão e um Mutantes sim).

GRINGOS (não necessariamente nessa ordem):
1 - Motown (O primeiro disco, com vários artistas da gravadora)
2 - The complete Billie Holiday on Verve (Billie Holiday)
3 - Is this it (Strokes)
4 - Up the bracket (The Libertines)
5 - Amy Winehouse (Back to Black)
(P.S. Faltou um Beatleazinho aí, e o acústico do Nirvana, mas é mais ou menos isso tmb)."

25 janeiro 2010

Léo Quem?!

Aqui, uma entrevista inédita com Léo Santana, cantor do Parangolé, que James Martins e eu fizemos. A conversa seria publicada em janeiro de 2008 na seção Enchendo o Saco, da extinta Revista Metrópole, mas não foi porque nós entrevistadores julgamos o pagodeiro (com apenas 3 meses de banda) uma personalidade de pouca monta, sem expressividade suficiente para figurar na seção ao lado de axezeiros renomados como Claudia Leitte, Durval Lellys, Saulo Fernandes e Netinho. O mundo deu voltas, mas a entrevista não deu nada que prestasse mesmo - a não ser o fato da jovem promessa ter revelado que gostaria de ver o "pacotão" de Ivetona...



12 janeiro 2010

Preto no Branco

O ensaio fotográfico que eu e Eduardo Ross apresentamos como trabalho de conclusão da disciplina de fotografia do curso de jornalismo, em maio de 2007, foi um fracasso. Eu mesmo devo ter tirado a pior nota da sala, simplesmente porque saltava aos olhos do mestre que a minha habilidade no manejo da máquina analógica era equivalente à destreza das minhas digitais para comandar um par de hashis: zero!

Para tanto, não escondemos o desapontamento com o não reconhecimento da originalidade de nossas ideias, atestado pelas notas baixas e pela não aceitação de duas das seis fotografias para exposição na faculdade – o que contribuiu para tornar o ensaio mais pobre e menos arrojado.

O tal tema do ensaio em preto e branco era, basicamente, a cidade black (Salvador) em sua “versão” white. Não vou me estender na explicação, até porque o texto de abertura do ensaio já é suficientemente claro – apesar de ser um texto de nossa fase pré-foca, recém ingressa na academia. Sem mais, segue o nosso maldito ensaio (de quatro fotos!), com todas as pontinhas de frustração que sua má execução deixou.

FICHA TÉCNICA
Ensaio: Preto no Branco
Fotografia, texto, produção e concepção: Eduardo Ross e João Gabriel Galdea
Orientação: Professor José Mamede
Texto de Apresentação
Quando se pensa em Salvador, os aspectos mais marcantes aos quais nos remetemos em relação à sua cultura advêm da parcela majoritária da sua população: a negra. Vários artistas e intelectuais já retrataram essa realidade e suas características. Está nas pinturas de Carybé, nos livros de Jorge Amado; nas fotografias de Pierre Verger e, mais recentemente, Sérgio Guerra, enfim...

Queremos aqui, de forma irônica e inusitada, engendrar um trabalho de equivalência intencional à desses artistas. Entretanto, essa (re) afirmação da raça negra, da cor preta, do pigmento mesmo em si, se dará projetada no que há de mais avesso ou contrário a ele, ao seu antônimo: o branco. O branco nos papéis, nas atitudes, nas coisas, no mundo preto, na história e na cultura black.

“A versão branca da cidade negra” era a proposta básica do ensaio. Para tanto, a seqüência de sugestões visuais e paródias levantadas na gênese da idéia-chave do tema nos permitiu abrir outras portas e chegar a novas fantasias que, enfim, aqui estão postas: “Fotografias de humor, Amor, cor, música e outras besteiras; de crítica social, cultural, mas no final, uma brincadeira”.

Fotografias


Salvador branco amor
Goma já era homem, pois manobrava muito bem um saveiro. (Lembrou que Lívia adorava um camarão e decidiu voltar pra casa mais tarde).
















Jesus Olhos Azuis
Ao Jesus do ocidente (louro, alto, forte e atraente): se oriente, rapaz, se oriente.

















Menina Mulher da Pele Branca
Se essa galega gostar de mim, eu lhe darei um lindo vestido branco com véu e grinalda e flor de laranjeira, no dia, mês e hora e na igreja que ela quiser.
















Zumbi dos Palmeiras
Jorge Ben já dizia que como dizia o poeta Gil, o preto é a soma de todas as cores... Nasceu o Brasil – nos trópicos, entre o ártico e o parque antártica – num dia de carnaval.












P.S> Tô tentando lembrar como se chamavam as duas fotos limadas pelo professor Mamede. Uma, se não me engano, se chamava 'coca-cola white' (chegamos até a fazer umas experiências com leite na garrafa de refrigerante, mas realmente não deu certo. Não ficou legal). A outra, deu (preto no) branco agora... mas em breve dou um 'up date' e revelo.

10 janeiro 2010

'Dinho já me deu o canal todo'

Voltei a esboçar um retorno de Raiai!, depois de ter a ideia de escrever um livreto temático, como o fiz no nº 3 - que tinha o 'Amor' como tema. Dessa vez pensei em fazer algo relacionado com a violência. Histórias engraçadas que envolvessem situações de violência em Salvador, mas parece que o livreto já começou a ser escrito... O vídeo abaixo mostra a simulação de um assalto a passageiro num buzu da capital. Muito bem realizado, é escrito, dirigido e estrelado pelo meu bróder Nelsinho Araújo e vale a pena ser visto.



Em tempo, a primeira história de Raiai! nº 5 (é quase um Channel!) já está praticamente pronta. Outras ideias já estão na ponta da caneta, digo, do dedo. O negócio é arranjar tempo pra colocar o preto no branco. No entanto, feita a promessa de que isto será feito, já é um bom começo. Estou comprometido, ainda que solteiro. Rá!

29 novembro 2009

Esfíncter

"Nos demais - eu sei, qualquer um o sabe -
O coração tem domicílio no peito.
Comigo a anatomia ficou louca.
Sou todo coração - em todas as partes palpita"

Maiakovski devia estar com o c* piscando quando escreveu isso.

15 julho 2009

O Sexo Sentido

... não se reduz ao sexo feito, praticado. o sexo sentido também é o sexo pensado, imaginado em sonho: do aprendizado pretende futuro sem-tender passado. por cima do lembrado mantém-se fantasiado, erguido em ereção. as curvas: perna peito bunda; pênis bunda peito, olh-os dois se olhando. o sexo fantasiado pode chegar pêlo cheiro áudio gosto te(n)são: afrodite. o sexo pornográfico, a barbie sex-o seguro sex and the city. segura assim seguramente o cabo, a cabecinha, a base, a camisinha, o mago e a cartola (a ré e as ré em tranças). pra vir com a gente é só seguir com os olhos fios ou fotos, boca beija sapo, sonomatopáico: smac! splash! ou-vido falando sozinho, falta de carinho, seca, dia de chuva. o sexo sentido e o sexto, o cisto, a cintalgema liga a alfazema ou soca os supercílios; dos lábios sexos sem som somado ao breu do lar e ao mar azul sem brilho. mas sem sentir assim não dá, ninguém não dá assim, é sextabelecido. os cinco, o sexo se sentindo segue se sentando o sexo com anos luz do fim da vida. com peito bunda perna coxa línguouvido e o dedo no nariz a-ponta: me veja, me inveja.


One note samba: Achei esse texto no fundo do baú eletrônico, depois de entrar no http://www.archive.org/web/web.php, site que recupera sites já desativados na net. Primeiro procurei por www.oaranha.com.br e não consegui acessar nada (saudades do aracnídeo). Daí tentei o www.filosofiaprivada.com, pra ver se achava algo do antigo site de Juliana Cunha, no qual volta e meia escrevia... Enfim, achei essa minha ode à putaria aí perdida. Depois procuro mais...
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24 maio 2009

Maldoso, Eu?!

Depois do vídeo que postei no YouTube, mostrando Margareth Menezes dizendo que o pagode baiano é "ridículo", uma "merda", uma "porcaria", e deu um rebucetê danado (haja vista o número de acessos e comentários ao vídeo), ela resolveu se retratar e pedir desculpas através de alguns órgãos de imprensa.

Maga disse ao Correio* que tem o maior respeito pelo pagode e pelos artistas do gênero, e tentou se explicar dizendo que o vídeo foi postado "de forma maldosa no YouTube, destacando um trecho sem mostrar o contexto". Nadaver.

Na verdade, o tal contexto queimaria ainda mais o filme da cantora. Explico: Uma pessoa da plateia tomou o microfone e insinuou que Margareth e outros artistas da axé music eram omissos nas questões sociais. E o que Maga fez? Negou. Tirou o dela e dos colegas de axé da reta e meteu, sem qualquer explicação (ou melhor, fora do contexto), o dos pagodeiros. Mas, vamos combinar que ela não fez isso por maldade.

14 maio 2009

Pagode é uma coisa ridícula, diz Margareth Menezes



Gravei esse vídeo de Maga se declarando anti-pagode na terça (12/05), quando fui fazer uma entrevista com Marcelo Yuka para o programa Por Trás, da Metrópole TV. Editei aqui no Final Cut, aculhãozadamente (já que ainda não sei mexer direito no programa), e coloquei no blog, porque achei que pode dar samba (ou pagode). Enfim, ei-lo aí e, logo que sair, posto a conversa com Yuka, que ficou show de bola.



Em tempo, pra cumprir outra promessa feita em posts passados, segue link para a entrevista com Ruy Castro, que também ficou massa. Depois de desancar Lobão e Ronaldo Fenômeno, ele riu de uma piadinha minha. Rá! Mas é sério: vale a pena conferir a entrevista. Ruy Castro é uma figuraça.

04 maio 2009

Feliz que nem pinto no (barra)lixo

Me fudi, mas valeu a pena. Fui ao Barradão ontem, cobrir a final do Baianão, sem cobertura, de baixo de uma chuva e de um vento filadaputa, com câmera digital da Metrópole TV e dois celulares nos bolsos (um meu e outro de João Lins, editor de vídeo da TV, com quem marquei, mas não me encontrei). Me bati sim foi com Paulo (um amigo dos tempos de colégio), com quem fiquei conversando e resmungando sobre a atuação do nosso time (o tricampeão) durante boa parte do jogo.

Estacionamos nossos corpos numa grade acima das arquibancas, perto da entrada principal. Foi dali que filmei os dois gols rubro-negros e a festa da galera debaixo do aguaceiro. Filmei, aliás, o que a chuva deixou filmar, já que estava preocupadíssimo: a câmera ficou diversas vezes molhada, embassada, enfim, com cara de quem ia entrar água.

Mas onde parecia que ia 'entrar água, na porra toda' foi no nosso chopp. Jahia 2x0, sério, chegou a preocupar. O chute que Reinaldo Alagoano deu em cima de Viáfara, no início do segundo tempo então, fez trancar tudo, que não passava nem diarreia braba. Ainda bem que nós, como eles, também tivemos direito a cagadas. Neto Baiano largou seu barro: 1x2. Ramon Menezes (ainda que eu preferisse Viáfara) puxou a corda e deu a descarga no tricocô: 2x2. (Tri somos nós!)

Saí de lá aliviado, mas a volta pra casa não parecia das mais empolgantes. Esqueci de explicar que a pauta da vídeo-reportagem não era simplesmente o jogo, mas também o clima dentro de um buzu no caminho de ida e de volta do estádio, que segundo André Teixeira, meu chefe, foi sugerida pelo chefe-quase-mor Chico Kertész (o mor é Mário. Você conhece o Mário?...)

Já que não podia pegar nem táxi, nem carona, caminhei que nem pinto molhado (e ainda de baixo d'água) ao ponto de ônibus, e deixei passar dois carros abarrotados de rubro-negros, sem espaço suficiente para comportar meus magros ossos. Caminhei para o ponto seguinte, pra evitar a confusão na entrada do buzu, e - burucutu - emburaquei-me na traseira de um Estação Pirajá que passou, cá depois da entrada de Sete de Abril, após testemunhar torcedores da Imbatíveis empunharem paus e pedras para meterem em alguém ou algum lugar, bem ao meu lado. Achei que ia sobrar também e adiantei meu passo.

Seguiram o caminho deles, graças a São Paulo César Carpegiani, enquanto estacionei no ponto, com um saco da Di Santinni na cabeça, me protegendo da chuva e escondendo o meu arquétipo 'mauriçola' perdido, que meus cabelos erroneamente me conferem. No buzu da Estação, acomodado na traseira, filmei um bêbado ameaçando vomitar em meu pé, uma piriguete preocupada se eu ia mandar as imagens dela pra Bocão e até torcedores tricolores ouvindo os mais impronunciáveis adjetivos às suas miseráveis condições. Tudo isso fechou a minha via crucis com final feliz: o tri-campeonato baiano do meu Vitória, que não fez o banho de bola se traduzir em tentos, mas pelo menos faz em taças: 8x1 na década.

p.s.1: Ok. A volta não terminou tão feliz assim: ainda tive que dar uma boa paletada, debaixo de chuva fina, até a estrada de Campinas, onde peguei um Pirajá e desci pra Marechal Rondon, onde dormi.

p.s.2: Aos torcedores coligados, a piada com o 'barralixo' foi inevitável. Considerem liberdade poética. Comemoremos, vamos!

30 abril 2009

"o presente."


- amor.
- oi?
- comprei um presente para você.
- é o que eu estou imaginando?
- não sei.
- um anel de brilhantes?
- não.
- um brinco?
- não.
- um carro, você comprou um carro!?
- não.
- é.... é....é.... tá vendo aquele cocô ali?
- caralho! você comprou um cocô?
- não, um cachorro.


>>> Apesar do estilo (ham-ham!), o texto não é meu. É de um maluco chamado Erick Rosa, que assina a coluna "Um brasileiro em Portugal" do jornal Destak (se não me engano). Ele postou esse textículo em seu blog Bigode Molhado, que eu sigo já há algum tempo e resolvi indicar aqui. Vejam aí. Tem várias ondas massa.

23 abril 2009

Peito Vazio

Possuído pelo mais destemido espírito gonzojornalístico, caí - como de costume - na besteira de entrar de cabeça numa das minhas reportagens, para mais uma vez me arrepender amargamente da decisão preciptada.

Na verdade, 'amargamente' não é o termo mais apropriado para o caso, já que a depilação com cera quente, à qual me submeti para fazer essa matéria pro Jornal da Metrópole, era feita do mais doce mel, fornecido por algum apiculturista sacana lá das bandas da Pituba.


Foi por ali, numa casa de depilation, que eu passei a 'máquina zero' nos meus ralos pentelhos intermediários e senti a dor lancinante comparável a um tapa de mão aberta na caixa dos peitos ou, talvez, à retirada abrupta dos meus órgãos internos através de um aspirador gigante. A porra dói, véi.

Ficou a lição, mais uma vez, e a orientação para nunca mais fazer pouco caso quando ouvir alguma coitada dizer que 'mulher sofre pra ficar bonita'. Se eu fosse mulher, eu seria uma baranga descuidada convicta!

Para ler a matéria completa, clique aqui e vá até a página 19.

P.S.: Eu assino a matéria, mas não me identifico na foto. A dor já foi queimação de filme suficiente.

19 abril 2009

Edição Limitada

Mais uma da série "Eu sou menos pior do que parece". A crítica da vez veio da minha bróder Leila Pimenta, que se recusou a acreditar que a matéria sobre "tecnossexuais em Salvador", publicada no Jornal da Metrópole de 17/04, foi escrita por mim. Enfim, foi sim, "Pilhenta", e a culpa pela cagada na edição também foi minha, que escrevi um texto grande (preguiça de resumir), para um espaço pequeno, jogando a míssão impossível de condensar o texto e manter a qualidade na editora do jornal. Se bem que "manter a qualidade" é algo bastante relativo nesse caso. Taí a matéria antes da edição, Leilão!

Tecnossexual: vaidoso e conectado
Nova nomenclatura para tipo de homem ‘moderninho’ já tem adeptos em Salvador

“Um ser narcisista e urbano, fascinado pela informática” ou “uma pessoa com forte senso estético para moda e amor pela tecnologia”, são apenas algumas definições para o termo tecnossexual, que ganhou força nos últimos anos por colocar num só frasco dois tipos de homens bem diferentes: o saradão, a quem só interessa a própria aparência, e o nerd, que vive em função das inovações tecnológicas.

O novo conceito chegou a Salvador, mas muitos rapazes ainda não sabem bem do que se trata, apesar de admitirem o rótulo após uma rápida explicação. É o caso do estudante Márcio Oliveira, 19, que diz praticar musculação para fins puramente estéticos e não consegue imaginar como seria sua vida sem aparatos tecnológicos como celular, iPod e internet. “Não consigo viver sem isso”, sentencia.

Outro que se considera dentro da nova tribo urbana é o microempresário do ramo de confecções Marcos Lucas, 23. Tecnossexual assumido, Lucas acredita que seus interesses profissionais foram preponderantes para determinar essa condição. Além de lidar com moda, e entender do assunto, o jovem também cursa administração com ênfase em TI (tecnologia da informação), o que faz dele uma espécie de “tecnossexual standard” (padrão).

“Gosto de cuidar do meu corpo e de me vestir bem, combinando cores e de acordo com as ocasiões; além disso, por estar envolvido com TI, sempre fui muito ligado a tecnologia”, explica o microempresário, que considera o ‘nerd’ e o ‘metrossexual’ modelos de homens limitados e ultrapassados.

Estereótipos

O professor Roberto Albergaria critica a criação de nomenclaturas como “tecnossexual”. Para ele, o que a mídia busca com a difusão de termos como esse é “transformar o que é impalpável e incognoscível em pílulas”, prontas para serem consumidas.

Apesar da condenação, Albergaria atenta para a redefinição dos padrões de gênero, iniciada nos anos 1970. Segundo ele, “quando as mulheres se liberaram e ficaram mais independentes, o velho homem machista foi substituído pelo homem sensível, que gosta das mulheres”. A ascensão desse novo ‘padrão de homem’ permitiu o surgimento do tecnossexual, que se diferencia por ser “mais individualista e narcisista”, parte de uma geração que o professor enquadraria como ‘egogeneration’.

P.S.: A matéria além de ruim, ficou cara: Allan Sieber cobrou 300 pilas para fazer a ilustração. :0

19 fevereiro 2009

Show de bola

Se ler Nelson Rodrigues não viciasse, eu recomendaria para todo mundo, mas não é o caso. Pra provar o que digo, trouxe aqui um pedacinho da droga. (É o trecho de uma crônica do reacionário chamada "Flamengo sessentão" - NR era Flu doente -, publicada no jornal Manchete Esportiva, em 1955, e que integra "À sombra das chuteiras imortais", coletânea de crônicas de futebol organizada por Ruy Castro que devo terminar de ler até a quarta-feira de cinzas. Todo carnaval tem seu fim).

"Corria o ano de 1911. Vejam vocês: — 1911! O bigode do kaiser estava, então, em plena vigência; Mata-Hari, com um seio só, ateava paixões e suicídios; e as mulheres, aqui e alhures, usavam umas ancas imensas e intransportáveis. Aliás, diga-se de passagem: — é impossível não ter uma funda nostalgia dos quadris anteriores à Primeira Grande Guerra. Uma menina de catorze anos para atravessar uma porta tinha que se pôr de perfil. Convenhamos: — grande época! grande época! (...)"


Update 1: Entrevistei Ruy Castro na Bienal do Livro deste ano, pra Metrópole TV, mas nem cheguei a fazer as vezes de fã (pedir autógrafo, tirar foto, enfim), e me arrependi. Depois da foto com Viviane Araújo, seria a mais 'importante' do meu álbum no orkut. Como consolo, o orgulho de ter-lhe arrancar um riso sincero, após emendar uma piada em cima de um comentário dele sobre Ronaldo, o Brahmeiro. (Logo que a entrevista sair, posto o vídeo aqui).

Update 2: Vi depois, em outra entrevista, Ruy Castro dizendo que "Flamengo Sessentão" era a melhor crônica de futebol que ele já leu. Ou seja, nossos critérios de apreciação estética (não digo nem 'bom gosto', que não cumpro pré-requisito) são parecidos.


Update 3: Daí, pra que ninguém desconfie da indicação de dois bons leitores de Nelson (eu e Ruy), encontrei o texto na íntegra AQUI, pra você se deleitar até o fim com essa obra prima do reacionário.

14 fevereiro 2009

Pilha Pura

A "Pilha Pura", seção do Jornal da Metrópole que corneta/fala mal de algum segmento, grupo, tema, assunto começou a ser escrita (mas não assinada) por mim, desde a última semana. Batizada com a típica expressão por sugestão minha, deve render boas sacanagens, como na estreia, que segue, sem as edições sofridas antes do jornal ir pro prelo. (Registre-se, entretanto, que não concordo com tudo que disse. Pilha é pilha).
Depois que Caetano Veloso disse em seu blog que “a melhor coisa do mundo é pagode baiano” decidimos parar pra ouvir algumas das mais recentes produções do gênero, na tentativa de ratificar (ou não) a declaração do cantor santamarense.

‘Cagüete’ descarado
Com o perdão do trema, que “vai ser derrubado”, a galera do No Stylo abre a série com o primeiro sucesso da banda, que conta o dia-a-dia de um jovem da periferia. Mostrando que o sistema é bruto até para quem ama a violência, “Vai ser derrubado” virou “Vai seu derrubado”, perdeu o tom de ameaça de morte e só assim passou a tocar nas rádios. Sucesso, apesar das péssimas opções estéticas.

Fantasmão assustador
Mas se engana quem acha que somente o No Stylo está com “sangue no olho”. O Fantasmão, a ótima banda que promete arrebentar outra vez neste carnaval, também tem letras de arrebentar a cara de um folião desavisado. Na auto-explicativa “A gente broca”, o vocalista Eddye até pede “pra não dar murro no olho”, mas logo em seguida emenda: pra colar com ele “tem que aguentar madeirada”. Assim, “pode sair da frente” porque eles vão “descer quebrando”.

Xoxoteiros de carteirinha
A opção pra quem não quer digladiar no pagodão é cair na ‘safadiagem’. E nesse quesito, o Black Style não perde pra ninguém. Depois de botar as mulheres pra ralar a “tcheca no chão” e descer “com a mão no tabaco”, a trupe resolveu dar uma variada: a idéia agora é esfregar “a xana no asfalto” e mexer a “perereca pra frente e pra trás”.

Raspadinha
A temática ginecológica também é explorada por outras bandas. Depois de Zéu Britto fazer sucesso com sua “Raspadinha”, agora é a vez da banda O Back (que a galera do Pagodart traduziria como “Ma+conha”) colher os louros da fama com uma canção homônima. “Ela tenta botar no veó / Ela tenta botar moicano” são apenas as primeiras frases da música... “Salve o compositor popular”.

Kuduro
Esgotadas as referências às partes pudendas das piriguetes (o “badalo do negão” parece estar em baixa), uma velha novidade: o kuduro, que “não é rap” e “não é samba”, mas virou pagode quando veio de Luanda (Angola). Fantasmão e Psirico disputam o pioneirismo do ritmo, mas é o primeiro quem tentará emplacar a música “Kuduro” como música do carnaval, este ano. A julgar pelo nome, o ritmo não deve ser dançado por qualquer bunda mole. Ainda assim, Caetano parece bastante interessado.